CNNA HL-02 a HL-05

  O HL-2 foi projetado pela equipe do engenheiro René Marie Vandaele como uma aeronave utilitária, para o transporte de até seis passageiros ou para emprego pelo Correio Aéreo. Seria um bimotor de asa baixa, com dois motores de 200 HP cada. O projeto ficou pronto em junho de 1941, com linhas inspiradas no norte americano Beech C-45. Em agosto teve início a construção do primeiro protótipo, que chegou a ser montado parcialmente, empregando madeiras nacionais na estrutura e no revestimento. Porém, o protótipo não foi concluído, uma vez que Vandaele voltou à Inglaterra por conta da Guerra. Por fim, o desenvolvimento do HL-2 foi inviabilizado com a chegada de sucessivos lotes de aviões cedidos pelos Estados Unidos, de acordo com o programa Lend and Lease.

  Lançado em 1941, o HL-3 era um monomotor de treinamento primário para duas pessoas em tandem, de asa baixa, trem de pouso fixo, hélice bipá de madeira com fuselagem em tubos de aço e madeira com cobertura externa de contraplacado e tela e motor norte americano 4 cilindros opostos. O projeto básico da aeronave, de responsabilidade do engenheiro René Vandeale, foi concebido em apenas um dia por sete engenheiros e técnicos, prazo que a Diretoria da Aeronáutica Civil teria dado ao empresário Henrique Lage para que a CNNA apresentasse uma proposta e participasse de uma concorrência pública. A aeronave ficou pronta no primeiro semestre de 1942 e após alguns voos foi modificada para melhorar sua performance. Foram encomendados seis exemplares pelo Ministério da Aeronáutica, entregues no mesmo ano.

   Primeira tentativa de aperfeiçoamento do HL-3, o HL-4 era um treinador básico, com motor mais potente norte americano de 65 HP/ 75HP, entre outras modificações. Foi projetado em 1942, logo após o retorno de Vandaele à Inglaterra, por Jacek Gorecki e Erwin Levinsohn, auxiliados pela equipe da CNNA. Foram construídos dois protótipos em 1942. O primeiro deles acidentou-se e matou o piloto durante um voo de provas sobre a enseada do Botafogo, no Rio de Janeiro. Por isso, o segundo, que deveria receber um motor mais forte, nunca chegou a voar.

   O HL-5 era um hidroavião concebido como uma versão adaptada do HL-1, o maior sucesso da CNNA. Com flutuadores no lugar das rodas, era apto a operar na Amazônia e em outras regiões do Brasil com muitos rios e lagoas, como o Planalto Central e o litoral gaúcho. Chegou a ser construído um protótipo da aeronave, que realizou testes de voo. Apesar do bom desempenho, o Ministério da Aeronáutica não se interessou pela aeronave que, portanto, não entrou em produção seriada.