NINHO DE ÁGUIAS: Águias Militares
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MD 450 Ouragan MD 452 Mystère I, II e III MD 454 Mystère IV
Super Mystère Étendart II Étendart IV
Super Étendart Mirage III E Mirage IV
Mirage F1 Mirage F2 Mirage 5
Mirage G4 & G8 BR 1150 Atlantique I & II Dassault / Dornier Alpha Jet
SEPECAT Jaguar Mirage 2000 Mirage 2000N / 2000D
Mirage 4000 Mirage 50 Rafale
nEUROn New Generation Fighter Balzac V

DE HAVILLAND

DORNIER

GRUMANN

Dassault Super Mystère

   O Super Mystère representa o passo final na evolução, que começou com o Dassault Ouragan e progrediu através do Mystère II/III e Mystère IV.  Enquanto as versões anteriores do Mystère só conseguiam atingir velocidades supersônicas em mergulho, o Super Mystère podia exceder a velocidade do som em voo nivelado.  Isso foi alcançado graças à nova asa fina com 45° de enflechamento (em comparação com 41° de enflechamento no Mystère IV e apenas 33° no Mystère II) e ao uso de um motor turbojato equipado com pós-combustão.

   Entre os anos de 1956 e 1959 foram fabricadas 180 unidades em 3 versões:

  • O primeira versão foi a do protótipo Super Mystère B.1, equipado com um motor Rolls-Royce Avon RA.7R, decolou em 2 de março de 1954 e quebrou a barreira do som em voo nivelado no dia seguinte.
  • A segunda, o Super Mystère B2, às vezes conhecido como SMB2, foi a que entrou me produção em 1957 e se diferenciava da versão anterior por ter um motor SNECMA Atar 101G mais potente.
  • Em 1958 a terceira, foram dois protótipos do Super Mystère B.4 que eram equipados com uma nova asa enflechada de 48° e um motor SNECMA Atar 9B mais potente, a aeronave era capaz de atingir Mach 1.4, mas nunca passou da fase de protótipo.

   Os operadores do Super Mystère foram França, Israel e Honduras onde permaneceram em serviço até o ano de 1996.  fotos - Internet

 

Dassault MD.454 Mystère IV

   O Dassault MD.454 Mystère IV é um caça-bombadeiro dos anos 1950, que foi a primeira aeronave transônica a entrar em serviço na Armée de l'air sendo usado em larga escala pela Força Aérea de Israel durante o ano de 1967 na Guerra dos Seis Dias e foi um desenvolvimento evolutivo da aeronave Mystère II.  Embora apresentasse semelhanças externas com a aeronave anterior, o Mystère IV era, na verdade, um novo projeto com melhorias aerodinâmicas para voos supersônicos.  O protótipo voou pela primeira vez em 28 de setembro de 1952 e entrou em serviço em abril de 1953, sendo as primeiras 50 aeronaves de produção do Mystère IVA equipadas com turbojatos britânicos Rolls-Royce Tay, enquanto as demais possuíam a versão francesa Hispano-Suiza Verdon 350 desse motor.

   Foram fabricados 428 unidades entre os anos de 1953 e 1958 em 3 variantes: Mystère IVA (421 unidades unidades) sendo 50 com motor Rolls-Royce Tay 250 e as demais 371 com o motor Hispano-Suiza Verdon, Mystère IVB era uma versão atualizada do IVA com motor de pós-combustão Rolls-Royce Avon ou motor SNECMA Atar 101 que teve apenas seis unidades construídas e posteriormente descontinuadas e o Mystère IVN, uma versão de interceptação proposta pela Dassault que foi construída apenas um protótipo.  A Índia adquiriu 104 aeronaves em 1957 e Israel 60 unidades em 1955.

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Dassault M.D.452 Mystère

   Depois do sucesso alcançado com o Ouragan, a Dassault iniciou os estudos de uma aeronave mais avançada baseada nele, o M.D.452 Mystère.  O primeiro protótipo era essencialmente um Ouragan com asas na inclinação de 30 graus e cauda modificada.  Dois outros protótipos foram construídos impulsionados por um turbojato Rolls-Royce Tay 250, uma versão atualizada do Rolls Royce Nene, com 28,0kN de potência ocorrendo o primeiro voo no início de 1951.  Em seguida, foram construídos dois protótipos do Mystère IIA, impulsionados pela Rolls Royce Tay e armados com quatro canhões 20mm sendo esse o primeiro avião francês a romper a velocidade do som em mergulho, a 28 de outubro de 1951 e que no mesmo ano os canhões foram substituídos pelos DEFA de 30mm cuja designação foi mudada para Mystère IIB.  Uma série de pré-produção de onze aeronaves foi fabricada e denominada de Mystère IIC sendo que destas nove receberam o turbojato SNECMA Atar 101C com 24,5kN de potência, e duas, o Atar 101F, 37,3kN de potência.

   A Força Aérea Francesa encomendou 150 Mystère IIC entrando em operação em outubro de 1954, sendo essas aeronaves de produção configuradas com dois canhões DEFA de 30mm e com o turbojato Atar 101D com 29,4kN.  A evolução das aeronaves na época foi extremamente rápida, quando o último Mystère IIC foi entregue em 1957, o modelo já estava relegado a funções de treinamento, nas quais foi empregado até 1963.  O Mystère IIC transformou-se em um caça interino, não tendo sido exportado, nem usado em combate, enquanto que o Dassault Mystère IVA entrava em operação.  Existiu apenas um protótipo do Mystère III, ou mais precisamente o Mystère IIIN, derivado de experimentos com o Ouragan e um dos protótipos do Ouragan foi reconstruído como caça noturno, mas o projeto foi abandonado.  No total foram fabricados 166 unidades do Mystère IIC, todos eles operados pela Armée de l'air  fotos - Internet

 

Dassault M.D.450 Ouragan

   O Dassault M.D.450 Ouragan (no francês: Furacão) foi um caça-bombardeiro a jato francês desenvolvido e produzido pela Dassault Aviation.  A aeronave tem origens em um projeto privado da fabricante, com a intenção de produzir um avião a jato totalmente francês, na qual recebeu encomendas, subsequentemente, da Armée de l'air et de l'espace.  O Ouragan teve a distinção de ser a primeira aeronave de combate a jato francesa a entrar em produção, tendo um papel chave na ressurgência da indústria aeronáutica francesa no pós-guerra.  Além da França, ele foi operado pelas forças aéreas da Índia, Israel e El Salvador e grande parte de sua fama foi adquirida a serviço dos israelenses, operados em combates durante a Crise de Suez e a Guerra dos Seis Dias.

   Foram fabricados 567 unidades entre os anos de 1948 e 1957 em 3 variantes: M.D.450A (50 unidades) com motor Rolls-Royce Nene 102, M.D.450B, com motor Rolls-Royce Nene 104B (516 unidades) e o M.D.450R variante de reconhecimento; uma unidade produzida.

   O Ouragan tinha velocidade máxima de 940 km/h e de cruzeiro de 750 km/h, um alcance de combate de 450 km e de translado de 920 km, um teto de serviço de 13.000 metros e capacidade de armamento de 908 kg em quatro hardpoints.  O último Ouragan foi retirado de serviço em 1985 que operava na Força Aérea de El Salvador.

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Eurofighter Typhoon II

   O Eurofighter Typhoon é um avião de caça e caça-bombardeiro europeu, desenvolvido por um programa conjunto envolvendo as empresas Alenia Aeronautica, BAE Systems e pela ADS (Airbus Defence and Space), ex-EADS e os governos do Reino Unido, Alemanha, Itália e Espanha.  Em janeiro de 2014 a EADS foi extinta pela Airbus, que criou uma nova divisão aeroespacial, a Airbus Defence and Space a qual passou a ser a responsável pela fabricação do caça, em sua unidade de aviões militares.  Sua tecnologia inova em vários aspectos que um caça a jato inferior não possui, como, por exemplo, a capacidade de alcançar a velocidade supersônica por longos períodos e chegar a esta velocidade sem o uso do pós combustor, ou seja, é capaz de aumentar consideravelmente o seu alcance em relação ao de muitos de seus oponentes.

   O Eurofighter Typhoon é propulsado por 2 turbofans Eurojet EJ200, possui um peso vazio de 11.000 kg e máximo de decolagem de 23.500 kg, um alcance MTOW de 2.900 km, um teto operacional máximo de 65.000 ft e uma velocidade máxima de 2.495 km/h.  A produção começou em 1994 e até 2025 já haviam sido fabricados 603 unidades em duas versões monoplace e biplace.   fotos - Internet

 

SEPECAT Jaguar

   O SEPECAT Jaguar é um caça a jato supersônico anglo-francês originalmente usado pela Força Aérea Real Britânica e pela Força Aérea Francesa no apoio aéreo aproximado e como bombardeiro nuclear.
   Foi resultado de um projeto conjunto das firmas BAC (hoje BAE) inglesa e Breguet francesa (hoje Dassault) francesa, que formaram a Société Européenne de Production de l'Avion d'École de Combat et d'Appui Tactique (SEPECAT) cujo objetivo era desenvolver um avião de treinamento táctico, que transformou-se em um caça-bombardeiro.  O primeiro exemplar voou no dia 8 de setembro de 1968 sendo desenvolvidas quatro versões : o Jaguar S monoplace e o Jaguar B biplace para a RAF, o Jaguar A monoplace e o Jaguar B biplace para a Força Aérea Francesa.  Foi ainda construído um protótipo para a versão embarcada Jaguar M, que não teve continuidade. Omã , Índia , Equador e Nigéria adquiriram esse avião.  A Índia é o maior operador, operando o Jaguar IM com radar Agave no nariz tanto em missões antinavio como em ataques clássicos.  Os aviões Jaguar ingleses e franceses tiveram seus momentos de glória durante a Guerra do Golfo, quando foram intensamente utilizados nas batalhas.  O Jaguar francês é especializado no lançamento de mísseis AS30L guiados a Laser.

   O Jaguar é propulsado por dois motores turbofans Rolls-Royce Turbomeca Adour Mk 102 com empuxo seco de 2.320,12 kgf e empuxo em pós combustão de 3.313,49 kgf, o que lhe proporciona uma velocidade máxima de 1.699 km/h, com um alcance de 3.524 km, um teto de serviços de 14.000 metros e com uma carga paga de 4.500 kg.  Entre os anos de 1968 e 1973, foram fabricados 543 unidades do SEPECAT Jaguar de todas as versões.

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Panavia Tornado ADV

   O Panavia Tornado ADV (Air Defence Variant ), é uma aeronave interceptadora de longo alcance, bimotor e de asa oscilante desenvolvida pelo consórcio europeu Panavia Aircraft GmbH . Era um derivado especializado do multirole Panavia Tornado, cujo desenvolvimento começou formalmente em 1976. Ele foi planejado principalmente para interceptar bombardeiros soviéticos enquanto eles atravessavam o Mar do Norte com o objetivo de impedir um ataque nuclear bem-sucedido lançado do ar contra o Reino Unido. Nessa capacidade, ele foi equipado com um radar poderoso e mísseis além do alcance visual. Tendo sido baseado no Tornado IDS multinacional, o desenvolvimento foi relativamente rápido. Originalmente, o programa foi requerido exclusivamente pelo Reino Unido, e o primeiro protótipo realizou seu voo inaugural em 27 de outubro de 1979; dois outros protótipos seguiram no ano seguinte. O modelo de produção inicial, foi designado Tornado F2, que entrou em serviço com a Royal Air Force (RAF) em 1986.

   O Tornado F2, que foi produzido apenas em pequenas quantidades, não tinha recursos importantes como radar, devido a problemas de desenvolvimento. Consequentemente, foi rapidamente seguido pelo Tornado F3, que foi introduzido em 1989. Apresentando motores RB.199 Mk 104 otimizados, uma capacidade de mísseis expandida e um sistema de controle automático de varredura de asa, entre outras melhorias, o Tornado F-3 se tornou a variante definitiva operada pela RAF. Também foi operado pela Força Aérea Italiana (AMI) e pela Força Aérea Real Saudita (RSAF). A AMI alugou o tipo durante a década de 2000 como uma aeronave provisória enquanto aguardava a entrega dos caças multifuncionais Eurofighter Typhoon. Durante sua vida útil, o Tornado ADV recebeu várias atualizações que aumentaram suas capacidades aéreas e permitiram que ele realizasse missões de Supressão de Defesas Aéreas Inimigas (SEAD), além de suas funções de interceptador. Por fim, tanto a RAF quanto a RSAF aposentaram suas frotas Tornado ADV no início da década de 2010; o tipo foi substituído em ambos os serviços pelo Eurofighter Typhoon. Apenas 194 unidades foram fabricadas

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Panavia Tornado IDS

   O Panavia Tornado é uma família de aeronaves de combate multifuncionais, bimotoras e de asa de geometria variável, desenvolvidas e fabricadas em conjunto pela Itália, Reino Unido e Alemanha, existtindo três variantes principais do Tornado : o caça-bombardeiro Tornado IDS ( interditor / ataque ), a aeronave Tornado ECR ( combate eletrônico / reconhecimento ) SEAD e a aeronave interceptadora Tornado ADV (variante de defesa aérea).

   Ele foi desenvolvido e construído pela Panavia Aircraft GmbH, um consórcio trinacional composto pela British Aerospace (anteriormente British Aircraft Corporation ), MBB da Alemanha Ocidental e Aeritalia da Itália. Ele voou pela primeira vez em 14 de agosto de 1974 e foi introduzido em serviço em 1979-1980. Devido ao seu design multifuncional, ele foi capaz de substituir vários tipos diferentes de aeronaves nas forças aéreas adotantes. A Royal Saudi Air Force (RSAF) se tornou a única operadora de exportação do Tornado, além das três nações parceiras originais. Uma unidade de treinamento e avaliação operando na RAF Cottesmore, o Tri-National Tornado Training Establishment, manteve um nível de cooperação internacional além do estágio de produção.

   A Panavia Aircraft GmbH foi finalmente constituída, o Reino Unido e a Alemanha Ocidental tinham cada um uma participação de 42,5% na carga de trabalho, com os 15% restantes indo para a Itália; esta divisão do trabalho de produção foi fortemente influenciada por negociações políticas internacionais. A fuselagem frontal e a montagem da cauda foram atribuídas à BAC (agora BAE Systems ) no Reino Unido; a fuselagem central à MBB (agora parte da Airbus) na Alemanha Ocidental; e as asas à Aeritalia (agora Leonardo ) na Itália. Da mesma forma, o compartilhamento de trabalho trinacional foi usado para motores e equipamentos. Uma empresa multinacional separada, a Turbo-Union, foi formada em junho de 1970 para desenvolver e construir os motores RB199 para a aeronave, com a propriedade dividida em 40% Rolls-Royce, 40% MTU e 20% FIAT.

   O contrato para a aeronave do Lote 1 foi assinado em 29 de julho de 1976 sendo que o primeiro voo de uma aeronave de produção foi em 10 de julho de 1979 pelo ZA319 na BAe Warton. As primeiras aeronaves foram entregues à RAF e à Força Aérea Alemã em 5 e 6 de junho de 1979, respectivamente. O primeiro Tornado italiano foi entregue em 25 de setembro de 1981. Em 29 de janeiro de 1981, o Tri-National Tornado Training Establishment (TTTE) foi inaugurado oficialmente na RAF Cottesmore, permanecendo ativo no treinamento de pilotos de todas as nações operacionais até 31 de março de 1999. O 500º Tornado a ser produzido foi entregue à Alemanha Ocidental em 19 de dezembro de 1987.

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BAE Systems Phoenix

   O BAE Systems Phoenix (originalmente GEC-Marconi Phoenix) era um Veículo Aéreo Não Tripulado para vigilância em tempo real, dia ou noite, para qualquer clima. Ele tinha um UAV de lança dupla com um pod de vigilância, do qual as imagens eram dados vinculados a uma estação de controle de solo (GCS) que também controlava a aeronave em voo. Foi a terceira geração de UAV em serviço do Exército Britânico com a Artilharia Real depois do SD/1 e do Canadair Midge.

   O Phoenix era um típico UAV de vigilância de combate, movido por um motor de pistão de 20 kW (26 hp), mas é distinto por ser uma aeronave "trator", com a hélice na frente. Isso tende a obstruir uma torre de sensor, e então a carga útil do sensor, construída em torno de um gerador de imagens infravermelho, era transportada em um pod pendurado bem abaixo da fuselagem. O Phoenix era feito de Kevlar e outros plásticos.

   Phoenix era um lançamento de "comprimento zero" sendo projetado no ar a partir de um trilho de lançamento montado na traseira de um caminhão. O trilho de lançamento foi originalmente desenvolvido para o UAV Aquilla do Exército dos EUA que não conseguiu entrar em serviço. O Phoenix foi recuperado por paraquedas, pousando de costas, com uma "corcunda" esmagável nas costas absorvendo o impacto. A decolagem e o pouso de comprimento zero eram um requisito essencial para operar na Região Central da OTAN e implantação em uma área divisional avançada. O tempo máximo de voo era de cerca de 4 horas.

   Os sensores Phoenix forneceram imagens diretamente ao GCS, onde foram analisadas e reportadas ao quartel-general da artilharia, ao nível de comando ou a um posto de comando de tropa Phoenix. O principal método de comunicação do GCS para a artilharia no solo era por meio do Battlefield Artillery Target Engagement System (BATES). O UAV poderia ser lançado dentro de uma hora após atingir seu local de lançamento. Um segundo UAV pode ser lançado dentro de mais oito minutos e até dois UAVs podem ser controlados da mesma estação terrestre.

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BAE / Vickers VC-10

   O Vickers VC10 é um jato britânico de médio porte, de fuselagem estreita e longo alcance, projetado e construído pela Vickers-Armstrongs (Aircraft) Ltd e que voou pela primeira vez em Brooklands, Surrey, em 1962. O VC10 é frequentemente comparado ao maior Ilyushin Il-62 soviético, sendo os dois tipos os únicos aviões comerciais a usar um layout quádruplo com motor traseiro, enquanto o jato executivo menor Lockheed JetStar também tem esse arranjo de motor.

   O VC10 foi projetado para operar em rotas de longa distância a partir das pistas mais curtas da época e comandou excelente desempenho quente e alto para operações de aeroportos africanos. O desempenho do VC10 foi tal que ele alcançou a travessia mais rápida do Atlântico por um avião a jato subsônico de 5 horas e 1 minuto, um recorde que foi mantido por 41 anos, até fevereiro de 2020, quando um Boeing 747 da British Airways quebrou o recorde em 4 horas e 56 minutos devido à tempestade Ciara. Apenas o supersônico Concorde foi mais rápido com 3,5 horas. Embora apenas um número relativamente pequeno de VC10s tenha sido construído, eles forneceram um longo serviço com a BOAC e outras companhias aéreas da década de 1960 a 1981.

   A partir de 1965, o VC10 também foi usado como transporte aéreo estratégico para a Royal Air Force, e modelos ex-passageiros e outros foram usados como aeronaves de reabastecimento aéreo. O 50º aniversário do primeiro voo do protótipo VC10, G-ARTA, foi comemorado com um Simpósio "VC10 Retrospective" e a abertura oficial de uma exposição VC10 no Brooklands Museum em 29 de junho de 2012. O tipo foi aposentado do serviço da RAF em 20 de setembro de 2013. Ele foi sucedido na função de reabastecimento aéreo pelo Airbus Voyager. O VC10 K.3 ZA147 realizou o voo final do tipo em 25 de setembro de 2013.

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A.V. & Roe 707

   O o Avro 707, foi construído especialmente para testar a configuração de asa delta espessa sem cauda escolhida para o Avro 698, mais tarde denominado Vulcan, já que as características de baixa velocidade de tais aeronaves não eram bem conhecidas na época.  Aerodinamicamente, o 707A era uma versão em escala de um terço do Vulcan, com esta segunda fuselagem construída para acelerar o programa de desenvolvimento, acabou fazendo seu primeiro voo em 20 de fevereiro de 1953 e hoje existem alguns exemplares em exibição sendo um deles no Museu de Ciência e Indústria de Manchester.    fotos - Internet

 

Hadley-Page Victor

   O Handley Page Victor é um bombardeiro a jato britânico que foi produzido pela Handley Page Aircraft Company, durante a Guerra Fria.  Terceiro e último dos chamados bombardeiros-V (V-bombers), compunham as forças de dissuasão nuclear britânicas sendo os outros dois bombardeiros-V o Avro Vulcan e o Vickers Valiant. Algumas aeronaves foram modificadas para reconhecimento estratégico, com câmeras e radar e posteiormente com reabastecedores em voo.

   Depois da Marinha Real Britânica assumir a missão de dissuasão nuclear utilizando mísseis Polaris lançados de submarinos, em 1969, muitos bombardeiros foram convertidos para aviões-tanque sendo utilizado nessa função durante a Guerra das Malvinas,em 1982, e na Guerra do Golfo, em 1991. O último Victor foi retirado de serviço em outubro de 1993 e a única aeronave Handley Page Victor remanescente foi restaurada e está em exibição no Imperial War Museum Duxford.    fotos - Internet

 

A. V. & Roe Vulcan

   Avro Vulcan é um bombardeiro estratégico de grande autonomia fabricado na Inglaterra pela A.V & Ro. sendo facilmente identificado por suas asas em delta, sendo um dos três modelos do chamado trio mágico da Real Força Aérea, os "V Bombers", sobre o qual repousou por mais tempo a dissuasão nuclear da Inglaterra.

   O protótipo efetuou o seu primeiro voo de ensaio em 1952 mas, foi somente em 1957 que a versão B.Mk1 começou a equipar os esquadrões da RAF, sendo retirado de serviço da RAF no início dos anos 80, não antes, porém, de realizar em 1982 sua única missão de combate real: raides extremamente longos com o código "Black Buck", quando bombardearam a pista e as instalações de radar de Port Stanley, durante a Guerra das Malvinas.  Durante uma dessas missões, em 3 de junho de 1982, um Vulcan (nº XM597) sofreu uma pane hidráulica e não conseguiu efetuar o reabastecimento em voo sendo obrigado para não ficar sem combustível, se dirigir para a cidade do Rio de Janeiro sendo interceptado por caças Northrop F-5E Tiger II até o Aeroporto do Galeão, no Rio de Janeiro, onde fez um pouso de emergência, causando um incidente diplomático entre Argentina, Brasil e Grã Bretanha.  Após sete dias retido, o avião foi autorizado a retornar à sua base na ilha de Ascensão, porém foi desarmado antes.    fotos - Internet

 

Bae System Sea Harrier

   O BAE Systems Sea Harrier da é um caça de defesa e intervenção de base móvel (geralmente marítima) que foi o primeiro avião a jato do mundo a decolar e a pousar verticalmente e foi criado para a Marinha Britânica a partir do Hawker-Siddeley Harrier.  Integrou na RAF em Abril de 1980 como Sea Harrier FRS1 e a sua última versão foi o Sea Harrier FA2.  Conhecido informalmente como "Shar", o Sea Harrier foi retirado do serviço na RAF em março de 2006, sendo substituído pelo Harrier GR9.

   O FA2 foi idealizado após as lições obtidas na Guerra das Malvinas, aumentando o potencial bélico ar-ar, alcance e ecrãs do cockpit.  A atualização para o padrão FRS.2 surgiu em 1984 sendo o primeiro voo do protótipo ocorrendo em Setembro de 1988, e o contrato foi assinado em Dezembro para a atualização de 29 aeronaves, sendo estas posteriormente designadas F/A.2 e, mais tarde, FA2 apenas.  Em 1990 a Marinha Britânica encomendou 18 novos FA2s, ao custo unitário de 12 milhões de libras e, em 1994, sendo encomendada a atualização de mais 5 unidades.  O FA2 dispunha do radar Blue Vixen, então descrito como um dos mais avançados sistemas de radar de pulso doppler em todo o mundo que formou a base do desenvolvimento do radar CAPTOR incluído nos Eurofighter Typhoon. O FA2 transporta mísseis AIM-120 AMRAAM e foi o primeiro avião do Reino Unido a ser dotado desta capacidade sendo a primeira unidade entregue em 2 de Abril de 1993 e a primeira missão decorreu em Abril do ano seguinte a serviço da força da ONU enviada para a Bósnia.    fotos - Internet

 

AIDC - F-CK-1 Ching-Kou

   O AIDC F-CK-1 Ching-Kou foi produto de um ambicioso programa para o desenvolvimento de um caça capaz de substituir os Northrop F-5 Tiger II e os Lockheed F-104 Starfighter da ROCAF.  O programa de desenvolvimento começou em 1982 após o embargo norte americano nas vendas do Northrop F-20 Tigershark e outros caças da mesma categoria.  Essas restriçoes não se aplicavam a assistência técnica, o que fez com que empresas norte americanas colaborassem junto a AIDC para o desenvolvimento de um caça nativo incluindo seu sistema de armas.  A estrutura da aeronave foi desenvolvida em parceria com a Lockheed Martin, o que fica evidenciado nas semelhanças com as linhas do caça F-16, o motor Honeywell/AIDC TFE 1042-70 foi desenvolvido a partir de uma versão com pós-combustor do Garret TFE731 e o radar GD-53 que equipa o caça foi basedo no GE AN/APG-67M desenvolvido originalmente para o F-20.

   O protótipo voou pela primeira vez no dia 28 de maio de 1989 e as entregas para a ROCAF começaram em fevereiro de 1993 e foram fabricados 137 unidades para Taiwan.    fotos - Internet

 

British Aerospace System Ninrod MRA IV

   O BAE Systems Nimrod MRA4 foi uma aeronave planejada de patrulha marítima e ataque destinada a substituir o Hawker Siddeley Nimrod MR2.  A aeronave reconstruída teria estendido a vida operacional da frota Nimrod em várias décadas e melhorado significativamente a aeronave ao instalar motores a jato turbofan Rolls-Royce BR700 mais eficientes para quase dobrar o alcance de voo.  A conversão da cabine de comando para um glass cockpit digital teria simplificado as operações de controle e reduzido os requisitos da tripulação. Novos sistemas de detecção deveriam ser instalados, bem como armas adicionais para a guerra anti-submarina .

   No entanto, o projeto sofreu atrasos significativos devido a custos excessivos e renegociações de contratos.  Isto se deveu em parte às dificuldades de combinar fuselagens reformadas do Nimrod MR2, que não foram construídas de acordo com um padrão comum, com asas recém-construídas.  O número de aeronaves a serem adquiridas caiu de vinte e uma para nove ao longo dos anos, enquanto os custos continuaram a subir.

   O MRA4 foi finalmente cancelado em 2010, como resultado da Revisão Estratégica de Defesa e Segurança (SDSR), altura em que estava acima do orçamento de £ 789 milhões e com mais de nove anos de atraso.  Nenhuma substituição direta estava em desenvolvimento naquela fase, com as funções destinadas ao MRA4 preenchidas por meios existentes, como a Fragata Tipo 23 e o helicóptero Merlin.  No entanto, o Reino Unido anunciou a sua intenção de encomendar nove aeronaves P-8 Poseidon ASW como parte do SDSR de 2015, a um custo de £ 3 bilhões; essas aeronaves foram entregues entre outubro de 2019 e janeiro de 2022 e operam na RAF Lossiemouth, na Escócia.  Somente um protótipo foi construído.    fotos - Internet

 

British Aerospace Ninrod AEW.3

   Em meados da década de 1960, após o desenvolvimento da aeronave AEW Grumman E-2 Hawkeye e seus sistemas associados, o governo britânico começou a procurar um sistema de radar que pudesse fornecer alerta aéreo antecipado para o Reino Unido.  Na época, a única aeronave AEW reconhecida em serviço britânico era a aeronave Fairey Gannet usada pela Fleet Air Arm a bordo de porta-aviões da Marinha Real.  Estes foram equipados com o radar AN/APS-20, que foi desenvolvido durante a Segunda Guerra Mundial e estava rapidamente se tornando obsoleto.  O trabalho foi iniciado no início da década de 1960 em uma nova plataforma AEW para a Marinha Real para substituir o Gannet, que abrangeria um novo tipo de sistema de radar montado em uma nova aeronave, o P.139.  Embora os cortes na defesa em meados da década de 1960 tenham levado ao cancelamento do P.139, o trabalho continuou em um sistema de radar projetado pelos britânicos.  Entretanto, foi decidido que a RAF precisava de uma aeronave AEW para operar como parte da estratégia nacional de defesa aérea.

   Os projetistas da Hawker Siddeley Aviation apresentaram uma proposta que veria o sistema de radar FMICW instalado usando um sistema de scanner dianteiro e traseiro na nova aeronave Nimrod.  Esta proposta foi rejeitada por ser muito cara, sendo em vez disso uma proposta para converter aeronaves de transporte excedentes de Andover.  Isso também foi rejeitado devido ao custo potencial de desenvolvimento.
   Nesse ínterim, para fornecer uma aeronave AEW baseada em terra, os sistemas de radar dos Gannets da Marinha Real retirados foram instalados em aeronaves de patrulha marítima Avro Shackleton igualmente excedentes e entraram em serviço a partir de 1972.  Na mesma época, foi decidido não prosseguir com Tecnologia FMICW como base de um sistema AEW, já que pesquisas da Força Aérea dos Estados Unidos (USAF) mostraram que o radar Doppler de pulso era superior e seria usado no Boeing E-3 Sentry então em desenvolvimento.  Como consequência, a ideia de uma nova aeronave AEW baseada em terra para a RAF foi reexaminada e novamente foi decidido que o Nimrod atendia aos requisitos.

   A complexidade do requisito AEW revelou-se demasiado para a indústria britânica superar por si só.  Uma questão importante no gerenciamento do projeto foi a nomeação da British Aerospace (BAe) e da GEC Marconi como líderes do programa conjunto.  Na prática, isto significava que, à medida que surgiam questões de desenvolvimento, as empresas tinham uma tendência perturbadora de culpar umas às outras pelo problema, em vez de tentarem resolvê-lo; enquanto a BAe conseguiu cumprir a sua parte do contrato entregando a aeronave no prazo (a primeira deveria ser entregue em 1982, com entrega integral em 1984), a GEC não conseguiu resolver as dificuldades no desenvolvimento da aviónica.
   Apesar dos problemas, o projeto continuou e foram encomendadas 8 aeronaves de produção (que também viriam de fuselagens MR1 sobressalentes).  O primeiro deles voou em março de 1982.  Mesmo enquanto os problemas técnicos estavam sendo resolvidos, a aeronave foi entregue ao Esquadrão Nº 8 da RAF em 1984 para iniciar o treinamento da tripulação.   Os problemas técnicos provaram ser intransponíveis para o Nimrod AEW ser implantado na Guerra das Malvinas.  Para fornecer algum grau de cobertura, vários Nimrod MR.2 foram rapidamente modificados para assumir a função de vigilância aérea para a força-tarefa.

   No momento em que os primeiros Nimrods de produção foram entregues à RAF, o Ministério da Defesa decidiu realizar uma revisão completa do programa AEW.  O resultado disso foi o início de um processo de licitação para fornecimento de aeronaves AEW para a RAF que começou em 1986, com diversas opções apresentadas, incluindo o E-2C Hawkeye, E-3 Sentry, P-3AEW &C Orion, uma proposta da Airship Industries e do Nimrod.  Eventualmente, as melhores e finais ofertas foram solicitadas à GEC Marconi com o Nimrod e à Boeing com seu Sentry. Em dezembro de 1986, o Sentry foi finalmente escolhido e o programa Nimrod AEW foi cancelado.  Apesar das dificuldades do projeto, a Índia manifestou interesse em adquirir o Nimrod AEW3; essas investigações continuaram mesmo após o eventual cancelamento do projeto pelo governo britânico.    fotos - Internet

 

British Aerospace Harrier II

   O British Aerospace Harrier II é uma aeronave a jato vertical/curta decolagem e pouso (V/STOL) de segunda geração usada anteriormente pela Royal Air Force (RAF) e, entre 2006 e 2010, pela Royal Navy (RN).  A aeronave foi o mais recente desenvolvimento da família Harrier, e foi derivada do McDonnell Douglas AV-8B Harrier II.  As entregas iniciais do Harrier II foram designadas em serviço como Harrier GR5; as fuselagens posteriormente atualizadas foram redesignadas como GR7 e GR9.

   Sob a organização Joint Force Harrier, tanto a RAF quanto a RN operaram o Harrier II sob o Comando Aéreo da RAF, incluindo implantações a bordo dos porta-aviões da classe Invincible da Marinha.  O Harrier II participou em numerosos conflitos, fazendo contribuições significativas em teatros de combate como Kosovo, Iraque e Afeganistão.  A principal função do tipo era servir de plataforma para interdição aérea e missões de apoio aéreo aproximado; o Harrier II também foi usado para tarefas de projeção de energia e reconhecimento.  O Harrier II serviu ao lado do Sea Harrier na Joint Force Harrier.

   Em dezembro de 2010, as pressões orçamentárias levaram à retirada antecipada de todos os Harrier II de serviço, momento em que foi o último dos derivados Harrier a permanecer em serviço britânico.  Em março de 2011, a decisão de aposentar o Harrier foi controversa, pois não houve substituição imediata de asa fixa em sua função ou aeronaves de asa fixa com capacidade para porta-aviões deixadas em serviço na época; a longo prazo, o Harrier II foi substituído pelo Lockheed Martin F-35B Lightning II.

   Em 2006, o Sea Harrier foi retirado do serviço Fleet Air Arm e a frota Harrier GR7/9 foi encarregada das missões que costumava compartilhar com essas aeronaves.  O antigo esquadrão Sea Harrier 800 Naval Air Squadron foi reformado com o ex-RAF Harrier GR7/9s em abril de 2006 e juntou-se ao reformado 801 Naval Air Squadron em 2007.  Estes mais tarde se expandiram e se tornaram a Naval Strike Wing.  Em 31 de março de 2010, o Esquadrão No. 20 RAF, a Unidade de Conversão Operacional Harrier (OCU), foi dissolvido; O Esquadrão Nº 4 também foi dissolvido e reformado como Esquadrão Nº 4 (Reserva) na RAF Wittering.  Todas as aeronaves Harrier GR7 foram aposentadas em julho de 2010.
   Esperava-se que o Harrier GR9 permanecesse em serviço pelo menos até 2018.  No entanto, em 19 de outubro de 2010, foi anunciado na Revisão Estratégica de Defesa e Segurança que o Harrier seria aposentado em abril de 2011.  No longo prazo, o O F-35B Lightning II, operaria a partir dos dois novos porta-aviões da classe Queen Elizabeth da Marinha.  A decisão de aposentar o Harrier foi controversa, com alguns oficiais superiores pedindo a aposentadoria do Panavia Tornado como alternativa; a decisão deixou a Grã-Bretanha sem qualquer aeronave de asa fixa capaz de voar a partir dos porta-aviões da Marinha.
   Em 24 de novembro de 2010, o Harrier fez seu último voo embarcado, aliás também o último voo do porta aviões HMS Ark Royal antes de se aposentar.  Os últimos voos operacionais da frota ocorreram em 15 de dezembro de 2010, com passagens aéreas sobre várias bases militares.  Em novembro de 2011, o Ministério da Defesa vendeu 72 Harrier IIs, juntamente com peças sobressalentes, ao Corpo de Fuzileiros Navais dos Estados Unidos por £ 116 milhões (US$ 180 milhões); essas aeronaves serão utilizadas como fonte de componentes para a frota AV-8B Harrier II norte-americanos.

   De acordo com um relatório da Air Forces Monthly, alguns dos 72 Harrier IIs deveriam voar novamente, já que o USMC planejava equipar dois esquadrões com modelos GR.9/9A devido ao bom estado de conservação das fuselagens quando inspecionados na RAF Cottesmore, onde as aeronaves foram armazenadas e mantidas por uma equipe mínima de técnicos após sua aposentadoria.  Isto foi contrariado pelo Comando de Sistemas Aéreos Navais dos EUA (NAVAIR) em junho de 2012, que afirmou que o USMC nunca planejou operar ex-RAF Harriers.    fotos - Internet

 

British AeroSpace EAP

   O British Aerospace EAP (sigla para Experimental Aircraft Program ) é uma aeronave de demonstração de tecnologia britânica desenvolvida pela empresa de aviação British Aerospace (BAe) como um empreendimento privado.  Foi projetado para pesquisar tecnologias a serem utilizadas em um futuro avião de combate europeu e no multinacional Eurofighter Typhoon.

   O EAP tem suas raízes no Agile Combat Aircraft (ACA), uma iniciativa colaborativa que estuda tecnologias avançadas para produzir aviões de combate mais capazes.   Após o anúncio do PAA em Outubro de 1983, pretendia-se que fosse um esforço europeu multinacional; no entanto, nem a Alemanha Ocidental nem a Itália acabariam por contribuir financeiramente, pelo que o programa dependia, em vez disso, de uma combinação de financiamento público britânico e de financiamento privado britânico e europeu.  Tendo sido fabricado em seções em várias instalações, a única aeronave EAP (série ZF534 ) foi lançada em abril de 1986.  Realizando seu voo inaugural em 8 de agosto de 1986, o EAP voaria mais de 250 missões antes de aterrar em 1 de maio de 1991, provando que a aeronave cumpriu o objetivo pretendido como ajuda ao desenvolvimento.

   Em 18 de abril de 1986, a única aeronave EAP (série ZF534 ) foi oficialmente lançada nas instalações da BAe em Warton, sendo revelada pelo presidente-executivo da BAe, Sir Raymond Lygo.  Em 8 de agosto de 1986, após vários atrasos devido a condições climáticas desfavoráveis, o EAP conduziu seu voo inaugural, pilotado pelo Diretor Executivo de Operações de Voo da BAe, David Eagles.  Durante este voo inicial, ele atingiu uma velocidade máxima de Mach 1,1, excedendo a velocidade do som, bem como altitudes de até 30.000 pés. Nove voos adicionais foram realizados uma semana após o voo inaugural.  O EAP foi exibido publicamente pela primeira vez em Farnborough em setembro.

   Durante os primeiros meses de voo, o EAP esteve envolvido principalmente nos primeiros voos de teste.  Além de testar a própria aeronave, os testes frequentemente envolviam o uso do EAP na sua qualidade de banco de testes de voo para investigar e validar cerca de 36 desenvolvimentos tecnológicos individuais.  Durante um voo de teste em setembro de 1986, todas as telas da cabine caíram devido a uma falha no computador, fazendo com que a aeronave retornasse com segurança para Warton usando instrumentação de backup; a causa foi rapidamente identificada e resolvida.  Durante maio de 1987, a fase principal do programa de voo de teste começou, no momento em que o EAP foi equipado com um pára-quedas anti-rotação e as leis de controle também foram atualizadas para o Padrão de Paris, apresentando ângulo de ataque e feedback de deslizamento lateral.

   Após os voos iniciais do tipo, além da continuação dos testes de voo, uma ênfase crescente foi colocada no desempenho de exibições aéreas pré-organizadas em vários shows aéreos; nessa qualidade, o EAP demonstraria as suas capacidades, tais como o seu elevado nível de agilidade, a um público vasto, muitas vezes constituído pelo público em geral e por figuras interessadas no programa de produção prospectivo.  O centésimo voo do EAP foi realizado durante o Paris Air Show de 1987.  Durante dezembro de 1987, a terceira fase de voo de teste começou, após a qual uma ênfase crescente foi colocada no teste de várias tecnologias para o futuro Eurofighter Typhoon, como a interface de entrada direta de voz e monitores multifuncionais.  As leis de controle de voo também seriam progressivamente refinadas, melhorando o manuseio e permitindo que o EAP atingisse uma velocidade máxima registrada de Mach 2.0 durante seus últimos anos de operação; a aeronave também demonstrou capacidade de manter um voo controlado enquanto voava em ângulos de ataque muito elevados, supostamente superiores a 35 graus.  A rodada final de voos de teste envolveu a exploração da funcionalidade do flutter em voo e do modo de acoplamento estrutural.

   Ao final de sua carreira de piloto, o EAP teria realizado 259 missões e acumulado um total de 195 horas de voo.  De acordo com o historiador da aviação Nick Sturgess, os testes de voo do EAP contribuíram fortemente para o desenvolvimento de sistemas computadorizados de controle de voo, novas técnicas de construção e a exploração de aerodinâmica avançada.  Chris Boardman, diretor administrativo da empresa sucessora da BAe, BAE Systems, comentou em 2013 que o EAP foi fundamentalmente importante para definir e desenvolver as características e capacidades do subsequente Eurofighter Typhoon.    fotos - Internet

 

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